Mídias sociais permitem que você seja o técnico do time e que conheça mais a respeito de um ponto turístico. Como? Eu explico!

Sou apaixonada por iniciativas inteligentes e bem planejadas de mídias sociais. Até aí, nenhuma novidade. O que me chamou a atenção nos últimos dias foram duas ações que posso classificar como sensacionais.

A primeira vem de Portugal e é uma ideia simples, mas genial: a calçada de Chiado, em Lisboa, traz um QR Code com informações a respeito daquele ponto. O turista aciona o seu leitor de QR Code e passa a ter acesso a conteúdo sobre aquele local. A iniciativa foi levada também para Barcelona e dizem por aí que vão trazê-la também para as calçadas do Rio de Janeiro. Matam-se “dois coelhos com uma paulada só”: une-se a tradição dos trabalhos dos calceteiros e o vigor, a rapidez, a capacidade de gerar hiperlinks das mídias sociais.

A segunda ideia que mexe com o on e o off-line vem da África do Sul, da cerveja Carling Black Label Beer e a proposta é empoderar o torcedor de futebol como sendo o técnico os times que gosta (Be the Coach).

A empresa promoveu um torneio entre dois times de futebol rivais – Kaizer Chiefs e Orlando Pirates – em que os torcedores poderiam se transformar nos técnicos. Comprando a cerveja, o torcedor tinha acesso a um código que deveria ser usado para interagir com a marca via smartphones. Em posse do código, o usuário podia fazer substituições ao vivo, escolher quem saía jogando e quem ficava no banco. Como resultado da ação interativa e participativa (veja o vídeo aqui), a marca registrou 10 milhões e meio de votos em sete semanas de campeonato, aumento de 450% na fanpage da Carling, 600% de aumento no número de seguidores no Twitter e 83 milhões de Rands (moeda local) foram gerados em mídia espontânea. E o jogo em si, não poderia ter terminado melhor: uma final com disputa de pênaltis, mostrando que as escolhas do consumidor foram, no mínimo, adequadas, pois ambos os times chegaram competitivos ao fim.

Quer mais do que isso? O tremendo engajamento gerado com a marca por meio de uma ação como essa.

O grande desafio daqui pra frente? Manter esse público todo engajado, envolvido e participativo nas iniciativas da marca. Gol da Carling, na minha opinião!

Ah, sobre o QR Code, quem sabe ao subir as escadarias do Cristo Redentor, no RJ, a gente não tenha acesso a informações históricas, olhando-se, simplesmente, para o chão! J

 

OS: obrigada, @Juliana Monteiro, pelas dicas de ações.

Este post foi originalmente publicado no Blog Relações em 05/10/2012.

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